sábado, fevereiro 14, 2004
gesto
Estendo-te os braços
ris o teu riso,
toda tu és riso
e vais fugindo
correndo
rodando
rodopiando
volteias
em voltas loucas
que ficam no ar
girando
sobre si mesmas
como rindo elas também
como tu correndo
daqui para ali
muito sem sentido
como a Lua cheia
deixando rastos
brancos
iluminando
os caminhos
subindo
descendo
saltitando
livre
sempre livre
como a vida
como a morte
como apenas tu
sabes ser
minha vida,
longe e perto
lá ao longe
e já aqui
tão distante.
Ninguém te poderá
apanhar
segurar
agarrar
a tua mão
que teima
em dizer adeus
mas não despede
nem saúda
fica no ar
duvidosa
girando
como se quisesse dizer
até já
já vou
ou
se me queres,
vem cá buscar-me.
1.10.77
enviado por C |
7:06 da tarde
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